“Dia desses realizei um trabalho motivacional com um grupo de professores do ensino fundamental e médio de uma escola pública. Uma das propostas era que eles respondessem a um questionário sobre "quando eram crianças, o que eles queriam ser qdo crescessem". Algumas respostas ficaram no campo do imaginário infantil mesmo, como astronautas e bailarinas. Outras passearam pelas profissões clássicas como médicos, comerciantes, bancários. Houve até mesmo respostas revelando os sonhos religiosos como o da menina que queria ser freira. No entanto, ao responderem à pergunta seguinte “por que escolheu ser Professor” as repostas diziam do mesmo sentimento: contribuir positivamente para a formação de outros sujeitos.
Muitas vezes nossas histórias se formam por altos e baixos nos levando por caminhos que antes nem pensávamos. Mas sempre está presente em cada passo que damos o nosso “Poder de Escolha”. Em nenhum momento, por mais limitados que pareçam os caminhos, nossos passos se dão ao acaso. Escolhemos pelos sentimentos, escolhemos pelos nossos valores, escolhemos pela coerência do momento ou mesmo por um projeto de vida maior. O que às vezes não nos damos conta é de que essas escolhas podem ter muito mais relações com nossos sonhos de crianças do que conseguimos perceber.
Quando estamos numa encruzilhada (que pode inclusive ser escura o bastante para não enxergarmos um passo à frente sequer) a angústia de escolher para onde seguir muitas vezes nos deixa estagnados. Ficamos parados esperando o tempo passar até que uma luz consiga iluminar melhor os caminhos para nos ajudar a decidir. Ou entanto, ficamos aguardando que alguém passe, seja voltando de um desses caminhos ou mesmo pretendendo seguir por outro. E esperamos que esse alguém nos dê a preciosa dica que falta para escolhermos, aquela que soará em nossos ouvidos como uma Epifania!
Acontece que nada, nada mesmo que seja externo pode ser responsável ou simplesmente decidir por nós mesmos. Nem mesmo a família, a situação sócio-econômica, a opinião de especialistas pode ser mais importante que a reflexão sincera sobre a direção mais adequada e mais sensata dos nossos passos. Não importa se, adiante, percebermos que não era bem isso que queríamos e resolvemos trocar o caminho. Ainda assim a leveza de sermos os únicos responsáveis pelas nossas escolhas nos dará a tranqüilidade de assumirmos que também podemos escolher mudar o rumo.”
"Nunca pare de sonhar"







