Educação a Distância

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pesquisa: Perfil dos Vestibulandos

Olá! Estou reformulando o trabalho para este ano. Diante disso, necessito traçar um perfil do vestibulando para direcionar o que tenho oferecido às necessidades deste público. O meio que pensei em obter alguns dados foi através de um questionário com o pessoal que já ingressou ou está buscando ingressar em uma faculdade.

Convido você a contribuir com este processo, partilhando um pouco da sua vivência como vestibulando. Então peço que responda as 34 perguntas a seguir e envie suas respostas para o email

enfrenteodesafio-pesquisa@yahoo.com.br

E obrigada por ter se disposto a responder!

Pesquisa sobre o perfil dos Vestibulandos

1. Qual o seu gênero:
a) masculino
b) feminino

2. O ensino médio foi em escola:
a) pública.
b) particular.
c) particular mas com bolsa de estudo.
d) a maior parte em escola pública e um pouco em escola particular.
e) a maior parte em escola particular e um pouco em escola pública.

3. Com que idade prestou a primeira prova para vestibular?

4. Em que cidade morava quando prestou essa primeira prova?

5. Com quem morava naquela época?

6. Em que trabalhava na época da primeira prova?

7. Quantos vestibulares fez ao todo?

8. Em quantos passou?

9. Qual a instituição em que estuda (ou em que se formou)?

10. A faculdade é (ou foi):
a) pública
b) particular e 100% paga (com recursos particulares)
c) particular e financiada (por bancos ou financeiras)
d) particular e com bolsa integral
e) particular e com bolsa parcial

11. Qual o seu curso de graduação?

12. Por que escolheu este curso? (marque quantas forem necessárias)
a) sonho desde criança;
b) pesquisa de mercado (empregabilidade, bons salários, carreira);
c) influência da família ou de outra pessoa;
d) já trabalha na área;
e) foi a indicação de um teste vocacional.

13. O que sua família pensa sobre este curso?

14. Na época deste vestibular ficou em dúvida entre quais outros cursos?

15. Se fez vestibulares anteriores a este foram para quais outros cursos?

16. Chegou a cursar algum deles? Por quanto tempo?

17. Qual a profissão de seus pais?

18. Como se preparou para os vestibulares em que passou: (marque quantas forem necessárias)
a) estudou sozinho;
b) participou de grupos de estudos;
c) fez cursinho;
d) assistiu aulas virtuais, a distância;
e) outros: quais?

19. Quantas horas diárias estudava?
a) 1h
b) 2h
c) 3h
d) 4h
e) 5h ou mais.

20. Como sua família reagia na época do vestibular: (marque quantas forem necessárias)
a) indiferente/ não sabia sobre o vestibular;
b) apoiava mas se mantinha distante (não se metia);
c) acompanhava cada etapa incentivando;
d) acompanhava cada etapa cobrando resultados;
e) acompanhava cada etapa definindo o quê e como você deveria estudar.

21. Quais eram suas maiores dificuldades para estudar: (marque quantas forem necessárias)
a) entender a matéria;
b) memorizar o conteúdo;
c) concentração, é muito disperso;
d) ansiedade, nervosismo;
e) tristeza, desânimo.

22. Em relação a se preparar para o vestibular você se sentia: (marque quantas forem necessárias)
a) confiante;
b) inseguro;
c) tranquilo;
d) ansioso;
e) outros: quais?

23. Que alterações você teve na época do vestibular? (marque quantas forem necessárias)
a) alteração no sono (passou a dormir muito ou a ter insônia);
b) alteração de apetite (comer compulsivamente ou deixar de comer);
c) alteração de humor (irritadiço, nervoso ou deprimido)
d) alteração na vida social (terminou namoro, se afastou de amigos, deixou de se divertir)
e) outros: quais?

24. O que fazia para relaxar, manter a tranquilidade em relação ao vestibular?
(marque quantas forem necessárias)
a) estudar, estudar, estudar;
b) praticar esportes;
c) namorar;
d) lazer com a família ou amigos, festas;
e) prática religiosa (orações, mantras, etc.).

25. Além de estudar para o vestibular, que outras atividades fazia regularmente?
(marque quantas forem necessárias)
a) terminava o colégio;
b) trabalhava;
c) praticava esportes;
d) saía todos os finais de semana;
e) outros: quais?

26. Quem foi a pessoa que mais motivou você na época do vestibular?
a) pai, mãe ou ambos;
b) namorado(a) ou companheiro(a);
c) amigo(a);
d) outro familiar (irmão, filho, tio, avô, etc);
e) outra pessoa: quem?

27. No dia da prova você se sentiu: (marque quantas forem necessárias)
a) nervoso;
b) assustado;
c) tranquilo;
d) confiante;
e) outros: quais?

28. Quais eram seus maiores medos: (marque quantas forem necessárias)
a) ser cobrado pela família caso não passasse;
b) se sentir fracassado caso não passasse;
c) não gostar, se decepcionar com o curso;
d) não ter bom desempenho durante o curso;
e) não conseguir concluir o curso.

29. Se já trocou de curso, como descobriu que preferia cursar outra coisa?

30. Se já se formou, atualmente trabalha em qual área? É a mesma que vislumbrava na época
do vestibular?

31. Cite um filme, um livro ou uma história que ilustre a vida de um vestibulando.

32. Cite uma personagem fictícia ou uma personalidade real que inspire o vestibulando.

33. Cite uma música que possa ser a trilha sonora do vestibulando.

34. Cite uma frase que possa ser um lema para a vida de um vestibulando.


Que este ano de 2008 seja de boas renovações para todos nós!

E mais uma vez, obrigada!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Listão do vestibular UFRGS 2008!

Confira no link a baixo o Listão!

http://www.ufrgs.br/cvresultados/listao/

Aos que passaram, muita Garra para enfrentar a próxima etapa da maratona profissional: concluir a Faculdade!

Aos que não conseguiram desta vez, muita Garra para seguir em frente em 2008, se preparando com todo empenho para a próxima oportunidade!

Isto me fez lembrar daquela frase:

"Sorte é quando o Preparo encontra a Oportunidade!"

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Em 2008 mude o MUNDO





Espera...

Esperar é uma ação (ou falta dela) que nos acompanha por toda a parte. Começa quando nascemos. Esperamos 9 meses para sair da barriga. Alguns mais apressados conseguem sair bem antes e se dar bem. Outros, acomodados com o conforto do ventre materno, querem espichar o prazo para mais alguns dias de quietude.

Eis uma diferença entre esperar e esperar. Há pessoas que se enchem de tensão, ansiedade, e se angustiam de ficar ali paradas esperando. Enquanto isso, outras se acostumam tanto que, quando a espera termina, esquecem do quê mesmo pretendiam fazer. Agora uma coisa é certa, esperar sempre será necessário.

Mas em que ESPERAR se relaciona com VESTIBULAR?
Em tudo!
Começa, muitas vezes, lá no primeiro ano do ensino médio. A idéia de estar se inserindo num processo que findará às portas do vestibular já gera a expectativa da espera por aquele grande evento. Ali já se instalam os questionamentos sobre "o que eu vou ser quando crescer".
No segundo ano a angústia aumenta. "Ano que vem é o último da escola, ano de vestibular. Já pensou no que vai fazer?" Uma enxurrada de perguntas começa a cair em nossa cabeça, colocando-nos na obrigação de dar uma resposta que ainda não se sabe qual será. Então, só resta esperar. Mais um pouco.

Finalmente o terceirão! O clássico fim do ensino médio que culminará com as fatídicas provas de vestibulares! E a espera se dá em meio a livros e mais livros, cadernos (ou fichários!), pesquisas na internet, aulas do cursinho no turno inverso, finais de semana com baladas que nos deixam com a consciência pesada por não ter estudado mais um pouco. É uma espera ativa, cheia de coisas para se fazer. "Mas, e no vestibular, o que é mesmo que eu vou fazer?" Ai, ai, ai... esta espera não adianta ser preenchida com ações e sim com decisões!

Quando, finalmente, decidimos o que fazer no vestibular, a prova bate à porta. Fim da primeira espera. Sim, a primeira porque depois vem a espera pelo gabarito, pelo listão, pelo segundo chamamento, terceiro... um próximo vestibular, quem sabe.

E a espera continua...

A todos os que findaram a sua espera pelo curso superior, muito sucesso nesta próxima etapa!
Aos que terão mais um ano de esperas pela frente, sigamos juntos em direção à meta final!















quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Gabaritos Vestibular UFRGS 2008: Matemática e História

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) encerrou nesta quarta o concurso vestibular 2008. Foram aplicadas as provas de Matemática e História.
A abstenção na UFRGS até agora é de 16,71%, 5.848 dos 34.999 candidatos. As médias e resultados das provas desta quarta deve sair na quinta.
A divulgação do listão da universidade está prevista para o dia 20, mas pode ser antecipada para o dia 18. (fonte: clicRBS)

Confira abaixo as respostas das provas de História e Matemática:

História
01- A
02- B
03- C
04- D
05- B
06- C
07- E
08- B
09- D
10- D
11- E
12- C
13- D
14- C
15- D
16- B
17- A
18- B
19- D
20- E
21- C
22- D
23- A
24- A
25- E

Matemática
26- D
27- C
28- A
29- A
30- B
31- B
32- C
33- E
34- D
35- B
36- B
37- A
38- E
39- A
40- A
41- D
42- B
43- E
44- C
45- D
46- C
47- D
48- E
49- C
50- E

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Gabaritos Vestibular UFRGS 2008: Biologia, Química, Geografia

Biologia
1.D
2.B
3.E
4.A
5.C
6.D
7.A
8.B
9.A
10.B
11.E
12.D
13.A
14.D
15.C
16.C
17.B
18.A
19.E
20.C
21.E
22.A
23.B
24.E
25.C

Química
26.C
27.D
28.E
29.D
30.C
31.A
32.E
33.B
34.E
35.C
36.B
37.C
38.A
39.B
40.D
41.D
42.A
43.E
44.D
45.C
46.E
47.A
48.B
49.C
50.B

Geografia
51.A
52.B
53.C
54.E
55.C
56.E
57.D
58.D
59.E
60.A
61.D
62.B
63.C
64.B
65.A
66.D
67.A
68.C
69.C
70.E
71.B
72.D
73.A
74.C
75.E

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Gabaritos do vestibular da UFRGS: Língua Portuguesa

GABARITO DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA

01- E___ 14- B
02- C___ 15- A
03- C___ 16- C
04- A___ 17- B
05- D___ 18- E
06- B___ 19- B
07- E___ 20- D
08- D___ 21- B
09- E___ 22- A
10- B___ 23- A
11- C___ 24- D
12- D___ 25- C
13- A


Confira AQUI também o gabarito das Provas de Física, Literatura e Língua Estrangeira!

Gabaritos do vestibular da UFRGS: Física, Literatura e Língua Estrangeira

Confira os gabaritos das provas!

O primeiro dia do vestibular UFRGS 2008 foi marcado pela normalidade. Os candidatos que disputam 4.312 vagas em 69 cursos tiveram 4h30min para responder as 25 questões objetivas de cada uma das provas. A Universidade deve divulgar o número de abstenções nesta segunda. A recomendação é que os inscritos cheguem todos os dias às 8h, levando carteira de identidade e caneta. Além das 48 escolas da Capital, o vestibular está sendo realizado também nas cidades de Cruz Alta, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí. No Interior, 13.346 candidatos realizam as provas que começaram hoje e vão até o dia nove de janeiro. Amanhã é dia de Português e Redação. Confira os gabaritos de Física, Literatura, Inglês, Italiano, Francês, Espanhol e Alemão:

Gabaritos Vestibular UFRGS 2008 - 06/01/2008

FÍSICA
1) D
2) E
3) B
4) C
5) D
6) A
7) A
8) C
9) C
10) C
11) B
12) A
13) B
14) C
15) B
16) A
17) E
18) D
19) D
20) A
21) E
22) E
23) C
24) B
25) E

LITERATURA
26) E
27) E
28) B
29) A
30) C
31) B
32) D
33) E
34) D
35) A
36) C
37) B
38) C
39) E
40) C
41) D
42) B
43) B
44) A
45) C
46) C
47) A
48) A
49) D
50) A

INGLÊS
51) C
52) E
53) C
54) A
55) D
56) B
57) D
58) C
59) A
60) D
61) B
62) A
63) D
64) D
65) E
66) C
67) A
68) E
69) E
70) D
71) B
72) C
73) A
74) E
75) B

ITALIANO
51) C
52) C
53) A
54) E
55) D
56) A
57) B
58) B
59) C
60) B
61) E
62) C
63) E
64) A
65) D
66) B
67) B
68) A
69) D
70) E
71) B
72) A
73) D
74) D
75) E

FRANCÊS
51) B
52) E
53) A
54) B
55) D
56) C
57) A
58) A
59) C
60) E
61) D
62) C
63) D
64) A
65) E
66) C
67) B
68) A
69) B
70) D
71) E
72) E
73) B
74) C
75) B

ESPANHOL
51) B
52) C
53) B
54) E
55) B
56) A
57) E
58) D
59) A
60) C
61) D
62) A
63) D
64) E
65) D
66) B
67) E
68) A
69) C
70) A
71) E
72) C
73) B
74) D
75) C

ALEMÃO
51) E
52) C
53) A
54) C
55) D
56) E
57) B
58) C
59) B
60) A
61) C
62) A
63) D
64) C
65) D
66) B
67) C
68) A
69) E
70) D
71) E
72) E
73) A
74) B
75) B

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Memórias Burras Nunca Esquecem

Eis a excelente crítica traçada por Rubem Alves quanto ao processo de seleção do vestibular. O texto provocou-me risos e reflexões, que compartilho no texto Memórias Inteligentes.

"Eu confesso: se tentasse entrar na universidade via vestibular, não passaria. Meu consolo é saber que eu não estaria sozinho. Teria muitos companheiros. Os reitores de nossas grandes universidades seriam os primeiros. A seguir, respeitáveis professores e pesquisadores. Eles talvez não passassem nem mesmo em suas próprias disciplinas.

É duvidoso que um professor que há anos se dedica a pesquisas de biologia molecular ainda se lembre de como resolver problemas estatísticos de genética. Também os professores dos cursinhos: cada um passaria brilhantemente na disciplina de sua especialidade. Mas também é duvidoso que um professor de português consiga resolver problemas de química ou física. Com eles, os professores que elaboram as questões que os alunos terão de responder. Para eles, vale o que foi dito sobre os professores dos cursinhos. Por fim, os diretores das empresas que preparam os vestibulares...

Essa hipótese desaforada poderia ser testada facilmente: bastaria que os personagens acima mencionados se submetessem aos vestibulares. Claro: seria proibido que se preparassem. O objetivo seria testar o que foi realmente aprendido. O que foi realmente aprendido é aquilo que sobreviveu à ação purificadora do esquecimento. O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento faz o seu trabalho...

Vestibular: porta de entrada para a universidade? Seria bom se sua função se limitasse a isso. O sinistro está não no que é dito, mas no que permanece não dito: os vestibulares são um dragão devorador de inteligências cuja sombra se alonga para trás, cobrindo adolescentes e crianças.

Desde cedo, pais e escolas sabem que a escola deve preparar para os vestibulares. Os vestibulares, assim, determinam os padrões de conhecimento e inteligência a serem cultivados. Mas não existe nada mais contrário à educação que os padrões de conhecimento e inteligência que os vestibulares estabelecem.

O escritor Mário Prata escreveu uma crônica sobre as meninas jogadoras de vôlei. Era uma crônica leve, bem-humorada, picante. Era impossível não sorrir ao lê-la. Lida, ficava para sempre na memória, pois a memória guarda o que deu prazer. Passados alguns meses, ele voltou ao assunto da primeira numa crônica dirigida, se não me engano, ao então senhor ministro da Educação. É que sua primeira crônica fora usada, na íntegra, num exame vestibular.

Para um escritor, ter uma crônica transcrita, na íntegra, num exame vestibular, equivale a uma consagração. Mário Prata estava felicíssimo. Exceto por um detalhe: os examinadores, para transformar sua crônica em objeto de exame, prepararam uma série de questões sobre ela, cada uma com várias alternativas de resposta. Mário Prata resolveu, então, brincar de vestibulando. Tentou responder às questões. Não acertou uma! (Eu me saí pior do que ele. Tentei responder às questões, mas houve algumas que nem mesmo entendi!)

Se o vestibular fosse para valer, ele teria zerado no texto que ele mesmo escrevera. Ele se dirigiu, então, ao senhor ministro da Educação comentando esse absurdo. E perguntou se não teria sido muito mais inteligente se os examinadores, gramáticos, tivessem pedido que os moços escrevessem um parágrafo sobre seu artigo. Aqueles saberes esotéricos que lhes eram pedidos nunca teriam qualquer uso em suas vidas. Compreende-se que, como resultado do seu preparo para os vestibulares, os jovens passem a detestar literatura.

Minha filha queria ser arquiteta. Como não havia outro caminho, matriculou-se num cursinho. Eu a via sofrer tendo de memorizar coisas que não lhe faziam sentido. Fiquei com dó e, por solidariedade, resolvi fazer um sacrifício: passei a estudar com ela. Estudei meiose e mitose, as causas da Guerra dos Cem Anos, cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos... Estudei também, contra a vontade e sem interesse, a necropsia da língua chamada análise sintática. Não sei para que serve. E dizia à minha filha, à guisa de consolo: "Você tem de aprender essas coisas que você não quer aprender porque a burocracia oficial assim determinou. Mas não se aflija. Passados dois meses, quase tudo terá sido esquecido. Só sobrarão os conhecimentos que fazem sentido...". Pergunto a você, meu leitor: de tudo o que você teve de estudar para passar no vestibular, o que sobrou?

Por que nós, professores universitários, não passaríamos no vestibular? Por termos memória fraca? Não. Por termos memória inteligente. Burras não são as memórias que esquecem, mas as memórias que nada esquecem... A memória inteligente esquece o que não faz sentido. A memória viaja leve. Não leva bagagem desnecessária.

E aí eu pergunto: se nós, professores já dentro da universidade, não passaríamos nos exames vestibulares, por que é que os jovens, que ainda estão fora, têm de passar? É irracional. Especialmente em se considerando que irá acontecer com eles aquilo que aconteceu conosco: esquecerão... Haverá uma justificação pedagógica para esse absurdo? Ainda não a encontrei.

Rubem Alves, Folha de S. Paulo
E para você, qual a sua idéia de Memórias Inteligentes?

Memórias Inteligentes

Logo pela manhã encontro um excelente texto de Rubem Alves aberto no computador: Memórias burras nunca esquecem. Há três dias até o vestiblar da UFRGS e meu marido prestará exame para ciências econômicas. Suas últimas horas livres são para exorcizar o fantasma das provas.

É exatamente isto o que Rubem Alves tenta fazer em seu texto: exorcizar os dramas e as neuras provocados pela preparação para o vestibular. O texto inicia com um tom de graça ao levantar a idéia de que nem mesmo um renomado professor universitário conseguiria ser aprovado em todas as provas do vestibular. Afinal, para que serviriam os conhecimentos exigidos nesta prova?

Na minha turma de ingresso na Psicologia, o colega número um, aquele que passou em primeiro lugar, cursou apenas um semestre. Trocou de psicologia para publicidade. Outros também com excelentes colocações saíram para medicina, arquitetura, letras, pedagogia... e mesmo alguns que se formaram psicólogos hoje caminham por veredas profissionais bem distantes. Não foi o conhecimento do vestibular que garantiu que eles seriam exímios e dedicados estudantes de psicologia, nem mesmo bons profissionais da área. O que me faz pensar que Rubem Alves tem razão. A memória exigida para se passar no vestibular é uma memória burra.

A idéia do autor é de que a memória inteligente fixa aquilo que dá prazer e só carrega aquilo que é necessário. E eu complemento afirmando que a memória é curiosa e ativa, muito diferente da memória que precisa ter um vestibulando. Para a prova é-lhe exigido decorar fórmulas e tratados homéricos que, na sua grande maioria, não passarão nem perto daquilo tudo que será necessário durante a faculdade. E mais, durante a sua vida. Claro, é muito legal saber que posso calcular a área deste monitor que me olha mas, sinceramente, não me interesso por isso. Então, imagina o sofrimento de um jovem que vai prestar prova para ciências econômicas ter que decorar como são formadas as cadeias de carbono!

Aplaudo a provocação de Rubem Alves! E incito ainda uma última reflexão: será que é necessário mesmo passar por tudo isto? Existem muitos caminhos de trabalho e criação e a faculdade é apenas mais um deles. Claro que tem um grande marketing que prega aos quatro ventos que sem um diploma você não é ninguém. Mas tenho um grande amigo, poliglota (é a pessoa mais poliglota que já vi, ele fala umas dez línguas fluentemente), autodidata, que trancou a faculdade de direito no último semestre, na época do trabalho de conclusão. Ele não gosta da idéia de ser advogado e cursou por pressão da família. No entanto, trabalha como tradutor e intérprete ganhando muito, muito melhor do que certamente ganharia sendo um advogado frustrado.

É preciso reinventar caminhos e possibilidades para a vida. De fórmulas prontas já bastam as que temos que engolir para responder as provas do vestibular.

Eis na íntegra as palavras de Rubem Alves: Memórias Burras nunca esquecem

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Enfrente o desafio: Vestibular!

São 9 encontros interativos em tom de conversa descontraída sobre os desafios que se enfrentam para passar numa prova de vestibular e as possibilidades de se conseguir este feito. O enfoque principal são as estratégias necessárias para que cada um consiga se fortalecer emocionalmente e superar seus pontos fracos.

Os encontros têm duas horas de duração e são agrupados em 3 módulos temáticos, totalizando 18 horas. Ao final de cada encontro o participante realiza uma atividade que serve de vivência para o seu progresso pessoal. Além disso, os inscritos participarão de uma lista de discussões por email, onde poderão trocar idéias entre si e com a própria facilitadora do trabalho.

O objetivo é despertar no participante, através de novas vivências e de suporte emocional, a autoconfiança e a motivação necessárias para conquistar sua vaga no vestibular.

Participe dos encontros!

O que você acha?

Mais informações no blog Enfrente o desafio do Vestibular!

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