Educação a Distância

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Uni-duni-tê

Sempre que tem que escolher algo, o meu filho de 4 anos usa a velha tática do uni-duni-tê. O mais legal é que no final ele sempre espicha a frase “escolhido foi vo-vo-vo-cê!” colocando tantos vo-vo-vo quantos forem necessários para que o seu dedinho aponte para aquilo que ele quer. Neste “sorteio”a escolha dele não é casual, acaba sendo uma escolha por preferência mesmo.

Escolher uma profissão, um caminho profissional também não é casual. Ainda que você opte por escolher através de sorteio algum lugar dentro de você estará indicando sua preferência. Mas como descobrir essa preferência?

Vamos imaginar um local onde as preferências circulam. Imaginemos três círculos dispostos como um triângulo, cada círculo representando uma instância da vida: o indivíduo, a sociedade e o mercado de trabalho.

Agora imagine-os se aproximando uns aos outros. Os três se aproximam ao ponto de se tocarem. Aos poucos um invade o outro e os três formam elos de uma corrente. Entre o Indivíduo e a Sociedade surge o elo Identidade. Entre o Indivíduo e o Mercado de Trabalho surge o Reconhecimento. E entre a Sociedade e o Mercado de Trabalho surge o elo Necessidades.

Aproxime-os um pouco mais até formar uma interseção dos três círculos. Então, temos um espaço em comum aos três círculos. E é ali, nesta intersecção, que encontramos as preferências!

Mas como dar forma a elas?

Dando forma aos elos que surgiram, através de um bom exercício de reflexão:
1º- liste as características e valores que você tem e que considera importante, coisas sobre tua personalidade, teu caráter;
2º- liste as características e valores que você acha que a Sociedade considera importante na personalidade e caráter das pessoas;
3º- liste as características e valores que você acha que o Mercado de Trabalho considera importante aos profissionais de sucesso.

Agora compare a 1ª e a 2ª lista e escreva a partir delas a Identidade Social que vc quer construir pra si! Compare a 1ª com a 3ª e escreva que tipo de Reconhecimento Social você quer ter! E agora compare a 2ª e a 3ª e escreva quais as Necessidades Sociais que você quer dar atenção! E é sobre estas três novas listas (identidade social, reconhecimento social e necessidades sociais) que deve refletir.

Infelizmente (ou nem tanto assim) não surgirá a sua frente nenhuma palavra secreta que apontará seu futuro profissional. Mas talvez a luz no tunel surja de uma idéia vinda de algum canto seu, onde habitam as suas preferências mais sinceras. Sucesso!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

CARTA AOS PARENTES

Encontrei este texto num fórum de concurseiros mas pode ser muito bem adaptado a qualquer sitação em que temos um desafio e a parentada toda fica na volta, pressionando:

CARTA AOS PARENTES

“Caro(a) Sr.(a),

Como é do seu conhecimento, o(a) ____________ tomou uma decisão importante em sua vida, e resolveu preparar-se para ser aprovado em um concurso público.

Não pense que foi uma decisão qualquer! Passar em concurso público é algo transformador, e poderá significar a conquista da independência financeira, de um salário digno, e da possibilidade de ele(a) tocar a vida adiante, e construir um futuro feliz para si e para os seus!

Não lhe parece tudo isso maravilhoso?

Infelizmente, nem tudo são flores! Uma conquista dessa magnitude tem um preço alto a ser pago. Doravante, e talvez pelos próximos meses, ou mesmo pelos próximos anos, o(a) ____________ estará em fase de preparação para enfrentar o concurso.

Será uma etapa bastante difícil em sua vida, e vários ‘sintomas’ poderão ser observados no comportamento dele(a).

À medida que a preparação for avançando, é muito provável que o(a) _________ vá se tornando um pouco mais ausente do seu convívio. Um pouco mais distante. Pode até causar a impressão de que não liga mais para os problemas da casa, ou que se tornou um tanto quanto indiferente.

Sabemos que essa aparente indiferença se tornará, em algum momento da jornada, intolerável.

É possível também que comece a recusar convites para sair, para divertir-se e partilhar momentos de lazer, dos quais antigamente jamais abriria mão. Ao contrário, começará a trocar essas oportunidades de divertimento por longas sessões de estudo solitário, numa mesa rodeada de livros por todos os lados.

Sabemos que essa repetida ausência aos momentos de lazer se tornará, em algum momento da jornada, intolerável.

É possível que o(a) ________ vá, aos pouquinhos, formando um novo círculo de amizades, composto por pessoas um tanto quanto esquisitas, e que, ao que tudo indica, só sabem conversar sobre um mesmo tema, que gira em torno de provas, questões fáceis, questões difíceis, matéria disso, matéria daquilo, aulas boas, aulas ruins, professor que presta, professor que não presta, concurso que não sai, concurso que está perto demais de sair, e coisas do gênero.

Sabemos que esses assuntos e essas conversas monotemáticas se tornarão, em algum momento da jornada, intoleráveis.

É também muitíssimo provável que o(a) _________ sofra variações de humor aparentemente desmotivadas. Justo ele(a), que sempre foi alguém tão alegre e expansivo! Agora, assim ‘do nada’, acorda todo(a) macambúzio(a), com cara de poucos amigos, e sem que você o(a) tenha ofendido ou feito nada que provocasse aquele comportamento.

Sabemos que esses acessos de mau humor se tornarão, em algum momento da jornada, intoleráveis!

O que o(a) Sr.(a). talvez ainda não saiba é que se preparar para concurso é algo que mexe profundamente com o estado emocional do concursando. Uma vez que quase sempre os primeiros resultados em concurso costumam ser desfavoráveis, há um grande risco de se instalarem na cabeça do(a) _______ sentimentos de fracasso, de incapacidade e de profunda ansiedade.

É a angústia de ter sido reprovado que o(a) fará acordar com uma cara ruim e passar o dia inteiro, ou mesmo a semana inteira, mal humorado(a). É o medo de recair em nova reprovação que o(a) fará recusar convites para o lazer e o(a) fará parecer distante e indiferente! É a vontade de passar o quanto antes que o(a) fará mergulhar, com todas as forças, neste universo dos concursos, e o(a) fará pensar em provas e questões quase que vinte e quatro horas por dia, e o(a) fará querer falar sobre esse assunto constantemente, e desprezar todos os outros temas.

Enfim, talvez o(a) Sr.(a) também não tenha percebido, mas o(a) ________ precisa, acima de tudo, do seu apoio. É com a sua ajuda, a sua compreensão, a sua paciência e o seu incentivo que ele(a) espera superar os momentos mais críticos, enfrentar eventuais crises de desânimo, levantar a cabeça diante de alguns fracassos iniciais, para enfim vencer essa batalha!

O que o(a) _________ mais deseja neste mundo é partilhar com o(a) Sr.(a) a alegria dessa conquista.

E ele vai fazê-lo, em breve! E tanto mais, se puder contar com o seu precioso e inestimável auxílio.

Prof. Sérgio Carvalho
(Carta escrita por alguém que, graças a Deus e à ajuda dos seus, superou as maiores dificuldades e, ao fim, comemorou a vitória!)

ÂNIMO!

A palavra vem do grego animus e significa o espírito, a mente, a energia vital. Ora, que outra palavra nos traria tão preciosa ordem: VIVA! Então Ânimo é isso, viver. E se a usamos quando já acreditamos estar vivos talvez seja porque falta-nos o ESPÍRITO de viver, a MENTE sábia conduzindo nossos passos e nossos dias.

Mas o fato é que, a cada novo desafio, uma carga de DES-ÂNIMO puxa-nos pra baixo. E não seria diferente na etapa de provas tão importantes quanto as de vestibular ou de concursos. E é aí que para encontrar nosso Ânimo temos que encontrar nossas motivações, ou seja, nossos motivos para continuar na batalha.

Como bem cantou o Rappa:

"se meus joelhos não doessem mais diante de um BOM MOTIVO que me traga fé...
(...) Ainda assim estarei pronto pra comemorar..."

Sem bons motivos para seguir a diante não se encontra ânimo.

Quais são os SEUS motivos para enfrentar tudo isso?




Pescador de Ilusões
O Rappa

Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé...

Se por alguns
Segundos eu observar
E só observar
A isca e o anzol
A isca e o anzol
A isca e o anzol
A isca e o anzol...

Ainda assim estarei
Pronto pra comemorar
Se eu me tornar
Menos faminto
E curioso
Curioso...

O mar escuro
Trará o medo
Lado a lado
Com os corais
Mais coloridos...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões...(2x)

Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final! Sem final!
Sem final! Sem final!
Final...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões...(2x)

Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final! Sem final!
Sem final! Sem final!
Final...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões...

Valeu a pena
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões
Valeu a pena
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões
Valeu a pena!...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Escolhas: nunca pare de sonhar

“Dia desses realizei um trabalho motivacional com um grupo de professores do ensino fundamental e médio de uma escola pública. Uma das propostas era que eles respondessem a um questionário sobre "quando eram crianças, o que eles queriam ser qdo crescessem". Algumas respostas ficaram no campo do imaginário infantil mesmo, como astronautas e bailarinas. Outras passearam pelas profissões clássicas como médicos, comerciantes, bancários. Houve até mesmo respostas revelando os sonhos religiosos como o da menina que queria ser freira. No entanto, ao responderem à pergunta seguinte “por que escolheu ser Professor” as repostas diziam do mesmo sentimento: contribuir positivamente para a formação de outros sujeitos.

Muitas vezes nossas histórias se formam por altos e baixos nos levando por caminhos que antes nem pensávamos. Mas sempre está presente em cada passo que damos o nosso “Poder de Escolha”. Em nenhum momento, por mais limitados que pareçam os caminhos, nossos passos se dão ao acaso. Escolhemos pelos sentimentos, escolhemos pelos nossos valores, escolhemos pela coerência do momento ou mesmo por um projeto de vida maior. O que às vezes não nos damos conta é de que essas escolhas podem ter muito mais relações com nossos sonhos de crianças do que conseguimos perceber.

Quando estamos numa encruzilhada (que pode inclusive ser escura o bastante para não enxergarmos um passo à frente sequer) a angústia de escolher para onde seguir muitas vezes nos deixa estagnados. Ficamos parados esperando o tempo passar até que uma luz consiga iluminar melhor os caminhos para nos ajudar a decidir. Ou entanto, ficamos aguardando que alguém passe, seja voltando de um desses caminhos ou mesmo pretendendo seguir por outro. E esperamos que esse alguém nos dê a preciosa dica que falta para escolhermos, aquela que soará em nossos ouvidos como uma Epifania!

Acontece que nada, nada mesmo que seja externo pode ser responsável ou simplesmente decidir por nós mesmos. Nem mesmo a família, a situação sócio-econômica, a opinião de especialistas pode ser mais importante que a reflexão sincera sobre a direção mais adequada e mais sensata dos nossos passos. Não importa se, adiante, percebermos que não era bem isso que queríamos e resolvemos trocar o caminho. Ainda assim a leveza de sermos os únicos responsáveis pelas nossas escolhas nos dará a tranqüilidade de assumirmos que também podemos escolher mudar o rumo.”


"Nunca pare de sonhar"


segunda-feira, 7 de abril de 2008

A . C . A . L . M . E . - S . E.

Para lidar com sua ansiedade utilize a técnica

A . C . A . L . M . E . - S . E.

A chave para lidar com um estado de ansiedade é aceitá-lo totalmente. Permanecer no presente e aceitar sua ansiedade fazem-na desaparecer. Para lidar com sucesso com sua ansiedade você pode utilizar a estratégia "A.C.A.L.M.E.S.E.", de oito passos. Usando-a você estará apto a aceitar a sua ansiedade até que ela desapareça.

1. Aceite sua ansiedade. - Um dicionário define aceitar como dar "consentimento em receber". Concorde em receber sua ansiedade. Mesmo que lhe pareça absurdo no momento, aceite as sensações de seu corpo, assim como você aceitaria em sua casa um hóspede inesperado e desconhecido. Decida estar com sua experiência. Substitua seu medo, raiva e rejeição por aceitação. Não lute contra ela. Resistindo você estará prolongando e intensificando seu desconforto. Ao invés disso, flua com ela.

2. Contemple as coisas à sua volta - Não fique olhando para dentro de você, observando tudo e cada coisa que você sente. Deixe acontecer com seu corpo o que ele quiser, sem julgamento: nem bom nem mau. Olhe em volta de você, como um meio de afastar-se de sua observação interna. Procure ser um só, você e seu lado observador: deixe-se dissolver em pura observação. Lembre-se você não é sua ansiedade. Quanto mais você puder separar-se de sua experiência interna e ligar-se nos acontecimentos externos, melhor você se sentirá. Esteja com ansiedade, mas não seja ela, seja apenas observador.

3. Aja com sua ansiedade - Normalize a situação. Aja como se você não estivesse ansioso(a), isto é, funcione com ela. Diminua o ritmo, a velocidade com que você faz suas coisas, mas mantenha-se ativo(a)! Não se desespere, interrompendo tudo para fugir. Se você fugir, a sua ansiedade vai diminuir mas seu medo vai aumentar, donde na próxima vez a sua ansiedade vai ser pior. Se você ficar onde está - e continuar fazendo as suas coisas - tanto a sua ansiedade vai ser pior. Se você ficar onde está - e continuar fazendo suas coisas - tanto a sua ansiedade quanto o seu medo vão diminuir. Continue agindo, bem devagar!

4. Libere o ar de seus pulmões, bem devagar! - respire bem devagar, calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Conte até três, devagarzinho, na inspiração e até seis na expiração. Faça o ar ir para o seu abdômen, estufando-o ao inspirar e deixando-o encolher na expiração. Não encha os pulmões. Ao exalar, não sopre: apenas deixe o ar sair lentamente por sua boca. Procure descobrir o ritmo ideal de sua respiração, neste estilo e nesse ritmo, e você descobrirá como isso é agradável.

5. Mantenha os passos anteriores - Repita cada um passo a passo. Continue a ( 1) aceitar sua ansiedade; (2) contemplar (3) agir com ela ( 4) respirar calma e suavemente até que ela diminua e atinja um nível confortável. E ela irá, se você continuar repetindo estes quatro passos: aceitar, contemplar, agir e respirar.

6. Examine agora seus pensamentos - Você deve estar antecipando coisas catastróficas. Você sabe que elas não acontecem. Você já passou por isso muitas vezes e sabe que nunca aconteceu nada do que você pensou que aconteceria. Examine o que você está dizendo para você mesmo e reflita racionalmente para ver se o que você pensa é verdade ou não: você tem provas sobre se o que você pensa é verdade? Há outras maneiras de você entender o que está lhe acontecendo? Lembre-se: você está apenas ansioso: isto pode ser desagradável mas não é perigoso. Você está pensando que está em perigo, mas você tem provas reais e definitivas disso?

7. Sorria você conseguiu! Você merece todo o seu crédito e reconhecimento. Você conseguiu sozinho e com seus próprios recursos, tranqüilizar-se e superar este momento. Não é uma vitória pois não havia um inimigo, apenas um visitante de hábitos estranhos que você passou a compreendê-lo e aceitá-lo melhor. Você agora saberá como lidar com visitantes estranhos.

8. Espere o melhor - Livre-se do pensamento mágico de que você terá se livrado definitivamente de sua ansiedade, para sempre. Ela é necessária para você viver e continuar vivo. Você precisa dela e ela ocorrerá sempre que você estiver em perigo ou que pensar que está em perigo. Donde é natural que ela ocorra. O que pode estar errado é o que você pode estar pensando a partir dela, surpreenda-se pelo jeito como você a maneja, como você acabou de fazer agora. Esperando a ocorrência de ansiedade no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente. Enriqueça sua memória com esta experiência, entre outras importantes da sua vida. Você se tornou uma pessoa diferente agora: mais realista, mais conhecedora de suas capacidades, mais segura, mais confiante. Esta experiência vale um lugar de destaque em seu álbum de recordações.

do site http://www.clinicaexpansao.com.br/dica.htm

Adaptado de Beck, Emery e Greenberg (1985)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Seguir em frente!

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o. "

Na sua sabedoria, Nietzsche resume todo o dilema de nossa existência: seguir em frente! Mas se é tão simples dar um passo e depois outro, por que isso é um dilema? Ora, porque seguir em frente dá trabalho! Claro que existem soluções mágicas que encontramos mesmo em pílulas para se viver melhor e nós, na nossa sede por facilitar a vida, muitas vezes caímos nas armadilhas de promessas sem fundamento. Não, seguir em frente não é nada fácil. Saber o caminho que pisamos só depende de nós mesmos. Ninguém é capaz de construir para o outro as pontes que forem necessárias atravessar. No entanto, como diz Nietzsche, se encontramos alguém dotado da proesa de facilitar nossa vida, certamente nos comprometemos com algo em troca. O que ele atenta é que, muitas vezes, trocamos nossa própria identidade, nossa moral, nossos valores, pela facilidade que compramos. Mas até onde chegamos assim? Será que o resultado alcançado por meio dessas facilidades compensa?

Cada um é livre para fazer a sua própria escolha: Seguir em frente construindo por conta própria a sua estrada ou seguir em frente carregado pelos outros à mercê do caminho que escolhem para você. Se o momento é de incertezas, dúvida, cansaço, espere! Não atravesse o rio de qualquer jeito ou na oferta do primeiro que aparece. Talvez seja melhor sentar, molhar os pés, ouvir o som das águas, perceber a força com que bate nas pedras, beber um pouco dessa água e só depois de bem descançado seguir em frente.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Por que é tão difícil mudar uma situação?

Porque em todo sistema funcional existe uma força que movimenta cada componente para que tudo fique sempre na mesma ordem: a Homeostase. Qdo surge algo tentando alterar a monotonia daquele sistema, a homeostase aumenta para que o sistema não se altere. Então o sistema passa a ter duas forças atuantes: a homeostase (que puxa tudo de voltar ao ponto inicial) e a mudança (que lança tudo a uma nova disposição).

Também somos um sistema. Temos funções orgânicas, sentimentos, comportamentos que são nossos padrões. Muitas vezes temos sempre os mesmos sonhos, lamentos e ações. Até que um dia resolvemos mudar tudo. É aí que a homeostase passa a atuar com força contra o ímpeto de mudança para que a pessoa continue no mesmo lugar: "tô" sem vontade, não consigo, não posso, não quero mais.

Vivemos este conflito nos momentos de transição em nossa vida. É que a mudança cria um certo caos. Este caos nos leva a deixar de ser quem somos até então. A mudança passa a significar uma crise. E é justamente neste ponto que recuamos, permitindo que a homeostase nos leve de volta a mesmice, carregados nos braços do desânimo e da depressão. Mas esta crise é um processo natural e necessário para que possamos atingir um novo ponto em nossa vida.

Qdo vejo alguém se queixando de que não consegue se concentrar para estudar, que quer muito mas sempre acaba ficando disperso, eu me pergunto a serviço de quê está atuando a homeostase dessa pessoa. Não adianta ficar se perguntando o que deve ser feito para evitar a crise. Não existe um jeito de mudar a situação sem atravessar a crise. A cada desejo de mudança que surge, a homeostase aumenta e lança a pessoa de volta para o cenário de sempre. O que deve ser perguntado é de que forma, o quanto, para quê se quer mudar. Todos temos que enfrentar algum momento de crise. A diferença está em atravessar essa crise e vivenciar de maneira consciente tudo que ela acarreta (angústias, medos, desânimo, fracassos, retomadas) ou recuar cada vez que sentimos que a nossa homeostase nos puxa de volta à concha.


Leia o texto na íntegra em

E participe do ENCONTRO VIRTUAL "Enfrente o Desafio do Vestibular"

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Avaliação Psicológica: pra quê?

Em vários concursos públicos encontramos a etapa da Avaliação Psicológica. O camarada se "mata" estudando um monte de conteúdos que imagina que nem passarão perto da prática do cargo ao qual disputa. Depois, em alguns casos, tem ainda que se superar na prova de capacitação física. Aí chega no grande desafio: passar na AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA.

A primeira vez que preparei alguém para fazer uma avaliação psicológica foi no tempo da faculdade. Eu estava no segundo ano mas já estagiava realizando testagem psicológica em crianças. Um dia encontrei um rapaz pelos corredores da biblioteca procurando livros sobre o assunto. Ele me parecia não ter muita familiaridade sobre o tema então ofereci-me para ajudá-lo. Ele havia se classificado no concurso para DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL entre os 10 primeiros do Brasil! Já havia feito a prova teórico-objetiva e os testes de capacitação física. Enfrentaria agora a avaliação psicológica e estava com medo de ser reprovado justo na etapa que muitos julgam ser mais fácil!

Não existe uma maneira de "treinar" para uma avaliação psicológica. E, mesmo que se tentasse, isso é totalmente antiético. Então a maneira de se preparar para este momento consiste em analisar as possibilidades de se apresentar de maneira condizente com o perfil necessário para ocupar o cargo. Geralmente eu sugiro o seguinte exercício:

1º- verifique com atenção as atribuições do cargo ao qual está concorrendo.

2º- pense num tipo de postura, de comportamento que seja adequado para assumir e cumprir as atribuições do cargo. Faça uma lista com as características que julga pertinentes ao cargo. Geralmente os examindores traçam alguns critérios de definição do perfil psicológico, que serão aferidos na Avaliação Psicológica. Por exemplo:

- Cordialidade: É relacionar-se com urbanidade, disponibilidade, harmonia e equilíbrio nas suas interações com os usuários, colegas e sociedade em geral.

- Responsabilidade: É portar-se com profissionalismo e ética, adotando uma postura de prestador de serviços e solucionador de problemas, a fim de fortalecer a credibilidade da Empresa.

- Melhoria contínua: É atuar com eficiência e eficácia na promoção de uma mobilidade segura, por meio do trabalho integrado e da valorização do funcionário, com foco nos resultados para a sociedade.

- Motivação: É demonstrar comprometimento com a instituição, interesse pela carreira e pela função que exerce.

- Comunicação: É saber ouvir bem como transmitir os seus pensamentos de forma clara e convincente, quer verbalmente, quer por escrito. Expõe idéias com argumentação objetiva, lógica e convincente.

- Empatia: É a capacidade de compreender as outras pessoas e reconhecer as emoções que essas manifestam, tratando-as com a consideração que esses sentimentos envolvem. Saber “colocarse no lugar do outro”.

- Postura: É a capacidade de adotar comportamentos que condizem com a situação enfrentada, manifestando atitudes eticamente corretas e que respeitam as pessoas e os ambientes. Ter uma apresentação pessoal cuidadosa e adequada ao nível profissional que ocupa e a instituição a qual representa.

- Tomada de decisão: É a capacidade de avaliar a situação apresentada, prever os acontecimentos, definir objetivos e metas e como atingir esses objetivos, estabelecendo métodos e procedimentos específicos. Adapta-se às adversidades e às situações novas, ajustando-se a elas de forma produtiva, sabendo intermediar adequadamente as necessidades exigidas pelas circunstâncias.

- Equilíbrio emocional: É a capacidade de enfrentar situações adversas tendo controle dos sentimentos e das reações. Centralizar as emoções e desta forma manter-se em harmonia consigo mesmo, com as pessoas e o meio ambiente, além de conviver com os problemas de forma pacífica e ao mesmo tempo de forma ativa.

- Disciplina: É a capacidade de respeitar as regras, políticas, normas e autoridade estabelecidas e provadas.

3º- Agora faça uma lista com as características do seu comportamento em geral, forma de se relacionar em grupos, forma de atuar nos trabalhos em que já esteve. Importante não estabelecer julgamento de qualidade ou defeito, apenas citar de maneira imparcial as características.

4º- Então você já tem alguma base para saber o quanto está próximo ou não do que será buscado nos candidatos na avaliação psicológica. Compare as duas listas e veja o que tem de similar entre elas (seus pontos fortes) e o que tem de muito diferente ou contraditório (pontos fracos).

O que fazer com esta análise? Uma primeira dica é: agora que você já sabe o que será necessário para o cargo, SEJA O MAIS NATURAL POSSÍVEL NA AVALIAÇÃO! Não adianta tentar forçar algo que você não é porque isso aparece na testagem. Seja você mesmo. Tudo o que for percebido como ponto fraco pode ser apresentado com uma motivação para aprender, para aperfeiçoar.

O resultado da avaliação psicológica é um parecer de “RECOMENDADO” ou “NÃO RECOMENDADO” para o desempenho do cargo. A Avaliação Psicológica segue as normas em vigor do Conselho Federal de Psicologia. Portanto, a não recomendação na Avaliação Psicológica não significa a existência de transtornos cognitivos e/ou comportamentais, indicando apenas que o candidato não atende, na época da Avaliação, aos requisitos exigidos para o exercício do cargo ao qual concorreu. O candidato é considerado “Recomendado” se conseguir atender as condições mínimas adequadas ao cargo, conforme os critérios definidos previamente pela organização do concurso.
O que eu sempre pergunto para quem está com medo da avaliação é o seguinte: Por que quer mesmo exercer a função para a qual está sendo avaliado? Acredito que o teor da resposta dada pode definir o quão próximo o candidato estará daquilo que o perfil para o cargo exige.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Escrever, escrever, escrever: eis a questão!

Escrever é um dilema para muita gente. Na hora da prova é um "parto" preencher as brancas linhas do papel com idéias interessantes e coerentes. Em se tratando da redação do vestibular, então, nem se fala. No desespero de ter que escrever algo, muitas "pérolas" aparecem no texto. Que o diga minha querida irmã, corretora das redações do vestibular da UFRGS de 2008. Confira o seu trabalho lá no blog dela http://andreailha.blogspot.com/
E para rir um pouco (ou lamentar muito) eis o utilíssimo trabalho que o Jô Soares presta a nossa comunidade ao divulgar uma série de "coisas" que aparecem na produção dos estudantes do Brasil:


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pesquisa: Perfil dos Vestibulandos

Olá! Estou reformulando o trabalho para este ano. Diante disso, necessito traçar um perfil do vestibulando para direcionar o que tenho oferecido às necessidades deste público. O meio que pensei em obter alguns dados foi através de um questionário com o pessoal que já ingressou ou está buscando ingressar em uma faculdade.

Convido você a contribuir com este processo, partilhando um pouco da sua vivência como vestibulando. Então peço que responda as 34 perguntas a seguir e envie suas respostas para o email

enfrenteodesafio-pesquisa@yahoo.com.br

E obrigada por ter se disposto a responder!

Pesquisa sobre o perfil dos Vestibulandos

1. Qual o seu gênero:
a) masculino
b) feminino

2. O ensino médio foi em escola:
a) pública.
b) particular.
c) particular mas com bolsa de estudo.
d) a maior parte em escola pública e um pouco em escola particular.
e) a maior parte em escola particular e um pouco em escola pública.

3. Com que idade prestou a primeira prova para vestibular?

4. Em que cidade morava quando prestou essa primeira prova?

5. Com quem morava naquela época?

6. Em que trabalhava na época da primeira prova?

7. Quantos vestibulares fez ao todo?

8. Em quantos passou?

9. Qual a instituição em que estuda (ou em que se formou)?

10. A faculdade é (ou foi):
a) pública
b) particular e 100% paga (com recursos particulares)
c) particular e financiada (por bancos ou financeiras)
d) particular e com bolsa integral
e) particular e com bolsa parcial

11. Qual o seu curso de graduação?

12. Por que escolheu este curso? (marque quantas forem necessárias)
a) sonho desde criança;
b) pesquisa de mercado (empregabilidade, bons salários, carreira);
c) influência da família ou de outra pessoa;
d) já trabalha na área;
e) foi a indicação de um teste vocacional.

13. O que sua família pensa sobre este curso?

14. Na época deste vestibular ficou em dúvida entre quais outros cursos?

15. Se fez vestibulares anteriores a este foram para quais outros cursos?

16. Chegou a cursar algum deles? Por quanto tempo?

17. Qual a profissão de seus pais?

18. Como se preparou para os vestibulares em que passou: (marque quantas forem necessárias)
a) estudou sozinho;
b) participou de grupos de estudos;
c) fez cursinho;
d) assistiu aulas virtuais, a distância;
e) outros: quais?

19. Quantas horas diárias estudava?
a) 1h
b) 2h
c) 3h
d) 4h
e) 5h ou mais.

20. Como sua família reagia na época do vestibular: (marque quantas forem necessárias)
a) indiferente/ não sabia sobre o vestibular;
b) apoiava mas se mantinha distante (não se metia);
c) acompanhava cada etapa incentivando;
d) acompanhava cada etapa cobrando resultados;
e) acompanhava cada etapa definindo o quê e como você deveria estudar.

21. Quais eram suas maiores dificuldades para estudar: (marque quantas forem necessárias)
a) entender a matéria;
b) memorizar o conteúdo;
c) concentração, é muito disperso;
d) ansiedade, nervosismo;
e) tristeza, desânimo.

22. Em relação a se preparar para o vestibular você se sentia: (marque quantas forem necessárias)
a) confiante;
b) inseguro;
c) tranquilo;
d) ansioso;
e) outros: quais?

23. Que alterações você teve na época do vestibular? (marque quantas forem necessárias)
a) alteração no sono (passou a dormir muito ou a ter insônia);
b) alteração de apetite (comer compulsivamente ou deixar de comer);
c) alteração de humor (irritadiço, nervoso ou deprimido)
d) alteração na vida social (terminou namoro, se afastou de amigos, deixou de se divertir)
e) outros: quais?

24. O que fazia para relaxar, manter a tranquilidade em relação ao vestibular?
(marque quantas forem necessárias)
a) estudar, estudar, estudar;
b) praticar esportes;
c) namorar;
d) lazer com a família ou amigos, festas;
e) prática religiosa (orações, mantras, etc.).

25. Além de estudar para o vestibular, que outras atividades fazia regularmente?
(marque quantas forem necessárias)
a) terminava o colégio;
b) trabalhava;
c) praticava esportes;
d) saía todos os finais de semana;
e) outros: quais?

26. Quem foi a pessoa que mais motivou você na época do vestibular?
a) pai, mãe ou ambos;
b) namorado(a) ou companheiro(a);
c) amigo(a);
d) outro familiar (irmão, filho, tio, avô, etc);
e) outra pessoa: quem?

27. No dia da prova você se sentiu: (marque quantas forem necessárias)
a) nervoso;
b) assustado;
c) tranquilo;
d) confiante;
e) outros: quais?

28. Quais eram seus maiores medos: (marque quantas forem necessárias)
a) ser cobrado pela família caso não passasse;
b) se sentir fracassado caso não passasse;
c) não gostar, se decepcionar com o curso;
d) não ter bom desempenho durante o curso;
e) não conseguir concluir o curso.

29. Se já trocou de curso, como descobriu que preferia cursar outra coisa?

30. Se já se formou, atualmente trabalha em qual área? É a mesma que vislumbrava na época
do vestibular?

31. Cite um filme, um livro ou uma história que ilustre a vida de um vestibulando.

32. Cite uma personagem fictícia ou uma personalidade real que inspire o vestibulando.

33. Cite uma música que possa ser a trilha sonora do vestibulando.

34. Cite uma frase que possa ser um lema para a vida de um vestibulando.


Que este ano de 2008 seja de boas renovações para todos nós!

E mais uma vez, obrigada!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Listão do vestibular UFRGS 2008!

Confira no link a baixo o Listão!

http://www.ufrgs.br/cvresultados/listao/

Aos que passaram, muita Garra para enfrentar a próxima etapa da maratona profissional: concluir a Faculdade!

Aos que não conseguiram desta vez, muita Garra para seguir em frente em 2008, se preparando com todo empenho para a próxima oportunidade!

Isto me fez lembrar daquela frase:

"Sorte é quando o Preparo encontra a Oportunidade!"

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Em 2008 mude o MUNDO





Espera...

Esperar é uma ação (ou falta dela) que nos acompanha por toda a parte. Começa quando nascemos. Esperamos 9 meses para sair da barriga. Alguns mais apressados conseguem sair bem antes e se dar bem. Outros, acomodados com o conforto do ventre materno, querem espichar o prazo para mais alguns dias de quietude.

Eis uma diferença entre esperar e esperar. Há pessoas que se enchem de tensão, ansiedade, e se angustiam de ficar ali paradas esperando. Enquanto isso, outras se acostumam tanto que, quando a espera termina, esquecem do quê mesmo pretendiam fazer. Agora uma coisa é certa, esperar sempre será necessário.

Mas em que ESPERAR se relaciona com VESTIBULAR?
Em tudo!
Começa, muitas vezes, lá no primeiro ano do ensino médio. A idéia de estar se inserindo num processo que findará às portas do vestibular já gera a expectativa da espera por aquele grande evento. Ali já se instalam os questionamentos sobre "o que eu vou ser quando crescer".
No segundo ano a angústia aumenta. "Ano que vem é o último da escola, ano de vestibular. Já pensou no que vai fazer?" Uma enxurrada de perguntas começa a cair em nossa cabeça, colocando-nos na obrigação de dar uma resposta que ainda não se sabe qual será. Então, só resta esperar. Mais um pouco.

Finalmente o terceirão! O clássico fim do ensino médio que culminará com as fatídicas provas de vestibulares! E a espera se dá em meio a livros e mais livros, cadernos (ou fichários!), pesquisas na internet, aulas do cursinho no turno inverso, finais de semana com baladas que nos deixam com a consciência pesada por não ter estudado mais um pouco. É uma espera ativa, cheia de coisas para se fazer. "Mas, e no vestibular, o que é mesmo que eu vou fazer?" Ai, ai, ai... esta espera não adianta ser preenchida com ações e sim com decisões!

Quando, finalmente, decidimos o que fazer no vestibular, a prova bate à porta. Fim da primeira espera. Sim, a primeira porque depois vem a espera pelo gabarito, pelo listão, pelo segundo chamamento, terceiro... um próximo vestibular, quem sabe.

E a espera continua...

A todos os que findaram a sua espera pelo curso superior, muito sucesso nesta próxima etapa!
Aos que terão mais um ano de esperas pela frente, sigamos juntos em direção à meta final!















quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Gabaritos Vestibular UFRGS 2008: Matemática e História

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) encerrou nesta quarta o concurso vestibular 2008. Foram aplicadas as provas de Matemática e História.
A abstenção na UFRGS até agora é de 16,71%, 5.848 dos 34.999 candidatos. As médias e resultados das provas desta quarta deve sair na quinta.
A divulgação do listão da universidade está prevista para o dia 20, mas pode ser antecipada para o dia 18. (fonte: clicRBS)

Confira abaixo as respostas das provas de História e Matemática:

História
01- A
02- B
03- C
04- D
05- B
06- C
07- E
08- B
09- D
10- D
11- E
12- C
13- D
14- C
15- D
16- B
17- A
18- B
19- D
20- E
21- C
22- D
23- A
24- A
25- E

Matemática
26- D
27- C
28- A
29- A
30- B
31- B
32- C
33- E
34- D
35- B
36- B
37- A
38- E
39- A
40- A
41- D
42- B
43- E
44- C
45- D
46- C
47- D
48- E
49- C
50- E

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Gabaritos Vestibular UFRGS 2008: Biologia, Química, Geografia

Biologia
1.D
2.B
3.E
4.A
5.C
6.D
7.A
8.B
9.A
10.B
11.E
12.D
13.A
14.D
15.C
16.C
17.B
18.A
19.E
20.C
21.E
22.A
23.B
24.E
25.C

Química
26.C
27.D
28.E
29.D
30.C
31.A
32.E
33.B
34.E
35.C
36.B
37.C
38.A
39.B
40.D
41.D
42.A
43.E
44.D
45.C
46.E
47.A
48.B
49.C
50.B

Geografia
51.A
52.B
53.C
54.E
55.C
56.E
57.D
58.D
59.E
60.A
61.D
62.B
63.C
64.B
65.A
66.D
67.A
68.C
69.C
70.E
71.B
72.D
73.A
74.C
75.E

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Gabaritos do vestibular da UFRGS: Língua Portuguesa

GABARITO DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA

01- E___ 14- B
02- C___ 15- A
03- C___ 16- C
04- A___ 17- B
05- D___ 18- E
06- B___ 19- B
07- E___ 20- D
08- D___ 21- B
09- E___ 22- A
10- B___ 23- A
11- C___ 24- D
12- D___ 25- C
13- A


Confira AQUI também o gabarito das Provas de Física, Literatura e Língua Estrangeira!

Gabaritos do vestibular da UFRGS: Física, Literatura e Língua Estrangeira

Confira os gabaritos das provas!

O primeiro dia do vestibular UFRGS 2008 foi marcado pela normalidade. Os candidatos que disputam 4.312 vagas em 69 cursos tiveram 4h30min para responder as 25 questões objetivas de cada uma das provas. A Universidade deve divulgar o número de abstenções nesta segunda. A recomendação é que os inscritos cheguem todos os dias às 8h, levando carteira de identidade e caneta. Além das 48 escolas da Capital, o vestibular está sendo realizado também nas cidades de Cruz Alta, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí. No Interior, 13.346 candidatos realizam as provas que começaram hoje e vão até o dia nove de janeiro. Amanhã é dia de Português e Redação. Confira os gabaritos de Física, Literatura, Inglês, Italiano, Francês, Espanhol e Alemão:

Gabaritos Vestibular UFRGS 2008 - 06/01/2008

FÍSICA
1) D
2) E
3) B
4) C
5) D
6) A
7) A
8) C
9) C
10) C
11) B
12) A
13) B
14) C
15) B
16) A
17) E
18) D
19) D
20) A
21) E
22) E
23) C
24) B
25) E

LITERATURA
26) E
27) E
28) B
29) A
30) C
31) B
32) D
33) E
34) D
35) A
36) C
37) B
38) C
39) E
40) C
41) D
42) B
43) B
44) A
45) C
46) C
47) A
48) A
49) D
50) A

INGLÊS
51) C
52) E
53) C
54) A
55) D
56) B
57) D
58) C
59) A
60) D
61) B
62) A
63) D
64) D
65) E
66) C
67) A
68) E
69) E
70) D
71) B
72) C
73) A
74) E
75) B

ITALIANO
51) C
52) C
53) A
54) E
55) D
56) A
57) B
58) B
59) C
60) B
61) E
62) C
63) E
64) A
65) D
66) B
67) B
68) A
69) D
70) E
71) B
72) A
73) D
74) D
75) E

FRANCÊS
51) B
52) E
53) A
54) B
55) D
56) C
57) A
58) A
59) C
60) E
61) D
62) C
63) D
64) A
65) E
66) C
67) B
68) A
69) B
70) D
71) E
72) E
73) B
74) C
75) B

ESPANHOL
51) B
52) C
53) B
54) E
55) B
56) A
57) E
58) D
59) A
60) C
61) D
62) A
63) D
64) E
65) D
66) B
67) E
68) A
69) C
70) A
71) E
72) C
73) B
74) D
75) C

ALEMÃO
51) E
52) C
53) A
54) C
55) D
56) E
57) B
58) C
59) B
60) A
61) C
62) A
63) D
64) C
65) D
66) B
67) C
68) A
69) E
70) D
71) E
72) E
73) A
74) B
75) B

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Memórias Burras Nunca Esquecem

Eis a excelente crítica traçada por Rubem Alves quanto ao processo de seleção do vestibular. O texto provocou-me risos e reflexões, que compartilho no texto Memórias Inteligentes.

"Eu confesso: se tentasse entrar na universidade via vestibular, não passaria. Meu consolo é saber que eu não estaria sozinho. Teria muitos companheiros. Os reitores de nossas grandes universidades seriam os primeiros. A seguir, respeitáveis professores e pesquisadores. Eles talvez não passassem nem mesmo em suas próprias disciplinas.

É duvidoso que um professor que há anos se dedica a pesquisas de biologia molecular ainda se lembre de como resolver problemas estatísticos de genética. Também os professores dos cursinhos: cada um passaria brilhantemente na disciplina de sua especialidade. Mas também é duvidoso que um professor de português consiga resolver problemas de química ou física. Com eles, os professores que elaboram as questões que os alunos terão de responder. Para eles, vale o que foi dito sobre os professores dos cursinhos. Por fim, os diretores das empresas que preparam os vestibulares...

Essa hipótese desaforada poderia ser testada facilmente: bastaria que os personagens acima mencionados se submetessem aos vestibulares. Claro: seria proibido que se preparassem. O objetivo seria testar o que foi realmente aprendido. O que foi realmente aprendido é aquilo que sobreviveu à ação purificadora do esquecimento. O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento faz o seu trabalho...

Vestibular: porta de entrada para a universidade? Seria bom se sua função se limitasse a isso. O sinistro está não no que é dito, mas no que permanece não dito: os vestibulares são um dragão devorador de inteligências cuja sombra se alonga para trás, cobrindo adolescentes e crianças.

Desde cedo, pais e escolas sabem que a escola deve preparar para os vestibulares. Os vestibulares, assim, determinam os padrões de conhecimento e inteligência a serem cultivados. Mas não existe nada mais contrário à educação que os padrões de conhecimento e inteligência que os vestibulares estabelecem.

O escritor Mário Prata escreveu uma crônica sobre as meninas jogadoras de vôlei. Era uma crônica leve, bem-humorada, picante. Era impossível não sorrir ao lê-la. Lida, ficava para sempre na memória, pois a memória guarda o que deu prazer. Passados alguns meses, ele voltou ao assunto da primeira numa crônica dirigida, se não me engano, ao então senhor ministro da Educação. É que sua primeira crônica fora usada, na íntegra, num exame vestibular.

Para um escritor, ter uma crônica transcrita, na íntegra, num exame vestibular, equivale a uma consagração. Mário Prata estava felicíssimo. Exceto por um detalhe: os examinadores, para transformar sua crônica em objeto de exame, prepararam uma série de questões sobre ela, cada uma com várias alternativas de resposta. Mário Prata resolveu, então, brincar de vestibulando. Tentou responder às questões. Não acertou uma! (Eu me saí pior do que ele. Tentei responder às questões, mas houve algumas que nem mesmo entendi!)

Se o vestibular fosse para valer, ele teria zerado no texto que ele mesmo escrevera. Ele se dirigiu, então, ao senhor ministro da Educação comentando esse absurdo. E perguntou se não teria sido muito mais inteligente se os examinadores, gramáticos, tivessem pedido que os moços escrevessem um parágrafo sobre seu artigo. Aqueles saberes esotéricos que lhes eram pedidos nunca teriam qualquer uso em suas vidas. Compreende-se que, como resultado do seu preparo para os vestibulares, os jovens passem a detestar literatura.

Minha filha queria ser arquiteta. Como não havia outro caminho, matriculou-se num cursinho. Eu a via sofrer tendo de memorizar coisas que não lhe faziam sentido. Fiquei com dó e, por solidariedade, resolvi fazer um sacrifício: passei a estudar com ela. Estudei meiose e mitose, as causas da Guerra dos Cem Anos, cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos... Estudei também, contra a vontade e sem interesse, a necropsia da língua chamada análise sintática. Não sei para que serve. E dizia à minha filha, à guisa de consolo: "Você tem de aprender essas coisas que você não quer aprender porque a burocracia oficial assim determinou. Mas não se aflija. Passados dois meses, quase tudo terá sido esquecido. Só sobrarão os conhecimentos que fazem sentido...". Pergunto a você, meu leitor: de tudo o que você teve de estudar para passar no vestibular, o que sobrou?

Por que nós, professores universitários, não passaríamos no vestibular? Por termos memória fraca? Não. Por termos memória inteligente. Burras não são as memórias que esquecem, mas as memórias que nada esquecem... A memória inteligente esquece o que não faz sentido. A memória viaja leve. Não leva bagagem desnecessária.

E aí eu pergunto: se nós, professores já dentro da universidade, não passaríamos nos exames vestibulares, por que é que os jovens, que ainda estão fora, têm de passar? É irracional. Especialmente em se considerando que irá acontecer com eles aquilo que aconteceu conosco: esquecerão... Haverá uma justificação pedagógica para esse absurdo? Ainda não a encontrei.

Rubem Alves, Folha de S. Paulo
E para você, qual a sua idéia de Memórias Inteligentes?

Memórias Inteligentes

Logo pela manhã encontro um excelente texto de Rubem Alves aberto no computador: Memórias burras nunca esquecem. Há três dias até o vestiblar da UFRGS e meu marido prestará exame para ciências econômicas. Suas últimas horas livres são para exorcizar o fantasma das provas.

É exatamente isto o que Rubem Alves tenta fazer em seu texto: exorcizar os dramas e as neuras provocados pela preparação para o vestibular. O texto inicia com um tom de graça ao levantar a idéia de que nem mesmo um renomado professor universitário conseguiria ser aprovado em todas as provas do vestibular. Afinal, para que serviriam os conhecimentos exigidos nesta prova?

Na minha turma de ingresso na Psicologia, o colega número um, aquele que passou em primeiro lugar, cursou apenas um semestre. Trocou de psicologia para publicidade. Outros também com excelentes colocações saíram para medicina, arquitetura, letras, pedagogia... e mesmo alguns que se formaram psicólogos hoje caminham por veredas profissionais bem distantes. Não foi o conhecimento do vestibular que garantiu que eles seriam exímios e dedicados estudantes de psicologia, nem mesmo bons profissionais da área. O que me faz pensar que Rubem Alves tem razão. A memória exigida para se passar no vestibular é uma memória burra.

A idéia do autor é de que a memória inteligente fixa aquilo que dá prazer e só carrega aquilo que é necessário. E eu complemento afirmando que a memória é curiosa e ativa, muito diferente da memória que precisa ter um vestibulando. Para a prova é-lhe exigido decorar fórmulas e tratados homéricos que, na sua grande maioria, não passarão nem perto daquilo tudo que será necessário durante a faculdade. E mais, durante a sua vida. Claro, é muito legal saber que posso calcular a área deste monitor que me olha mas, sinceramente, não me interesso por isso. Então, imagina o sofrimento de um jovem que vai prestar prova para ciências econômicas ter que decorar como são formadas as cadeias de carbono!

Aplaudo a provocação de Rubem Alves! E incito ainda uma última reflexão: será que é necessário mesmo passar por tudo isto? Existem muitos caminhos de trabalho e criação e a faculdade é apenas mais um deles. Claro que tem um grande marketing que prega aos quatro ventos que sem um diploma você não é ninguém. Mas tenho um grande amigo, poliglota (é a pessoa mais poliglota que já vi, ele fala umas dez línguas fluentemente), autodidata, que trancou a faculdade de direito no último semestre, na época do trabalho de conclusão. Ele não gosta da idéia de ser advogado e cursou por pressão da família. No entanto, trabalha como tradutor e intérprete ganhando muito, muito melhor do que certamente ganharia sendo um advogado frustrado.

É preciso reinventar caminhos e possibilidades para a vida. De fórmulas prontas já bastam as que temos que engolir para responder as provas do vestibular.

Eis na íntegra as palavras de Rubem Alves: Memórias Burras nunca esquecem

Educação a Distância

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Enfrente o desafio: Vestibular!

São 9 encontros interativos em tom de conversa descontraída sobre os desafios que se enfrentam para passar numa prova de vestibular e as possibilidades de se conseguir este feito. O enfoque principal são as estratégias necessárias para que cada um consiga se fortalecer emocionalmente e superar seus pontos fracos.

Os encontros têm duas horas de duração e são agrupados em 3 módulos temáticos, totalizando 18 horas. Ao final de cada encontro o participante realiza uma atividade que serve de vivência para o seu progresso pessoal. Além disso, os inscritos participarão de uma lista de discussões por email, onde poderão trocar idéias entre si e com a própria facilitadora do trabalho.

O objetivo é despertar no participante, através de novas vivências e de suporte emocional, a autoconfiança e a motivação necessárias para conquistar sua vaga no vestibular.

Participe dos encontros!

O que você acha?

Mais informações no blog Enfrente o desafio do Vestibular!

http://enfrenteodesafio.blogspot.com/